02/dez/2016

Fadex firma parceria para apoiar programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar

fadex

A Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (Fadex) recebeu, nesta terça-feira (29), a visita dos professores doutores Francisco de Alcântara Neto, Carlos Humberto Aires Matos Filho, José Evando Aguiar B. Júnior e Gabriel Barbosa da S. Júnior. O encontro se deu para discutir o convênio celebrado entre a empresa Comvap Álcool e Açúcar Ltda. e a Fadex, visando a participação no Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), inserido na Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (RIDESA).
A RIDESA é um exemplo de sucesso de trabalho em rede que envolve 10 universidades federais brasileiras (UFAL, UFRPE, UFPI, UFS, UFRRJ, UFG, UFMT, UFV, UFPR e UFSCar), onde cada uma possui estruturas físicas próprias para conduzir o programa de melhoramento da cana-de-açúcar, denominados PMGCAs. Todo trabalho dos PMGCAs da RIDESA é conduzido em parceria com às empresas sucroalcooleiras de seus estados, das quais financiam a pesquisa, permitindo a seleção de novos clones de cana para as condições edafoclimáticas locais.
De acordo com o coordenador do PMGCA na UFPI, Prof. Dr. Francisco de Alcântara Neto, o melhoramento genético da cana-de-açúcar tem como foco principal o desenvolvimento de variedades mais produtivas, tolerantes ao déficit hídrico e com maior resistência às pragas e doenças, além da melhor adaptação e estabilidade a diferentes ambientes. Basicamente, o papel dos PMGCAs dentro da RIDESA, consiste em cada universidade criar clones dentro das áreas de cultivo das agroindústrias, em seus respectivos estados e, os melhores clones selecionados são enviados para outras universidades da rede, permitindo o incremento de clones a serem avaliados nas condições edafoclimáticas de cada estado.
Segundo o professor, a parceria com a Comvap, pertencente ao grupo Olho d´água, permite a celeridade no processo de melhoramento genético, uma vez que a seleção de genótipos é realizada in loco, ou seja, sob condições reais onde a cana-de-açúcar está sendo cultivada. Todo o apoio logístico para a condução das pesquisas é fornecido pela empresa.
Francisco de Alcântara explicou que cada variedade de cana produzida tem características próprias de peso, teor de açúcar, resistência a dezenas de pragas, mais produtividade de safras no ano, tolerância à seca, etc. “Assim, os produtores utilizam aquelas que mais se adaptam ao tipo de solo e condições de produção que eles possuem”, explica Alcântara. O coordenador do PMGCA enfatizou a importância do intercâmbio entre as universidades e a troca de experiências entre os pesquisadores para o avanço das pesquisas na área do melhoramento da cana-de-açúcar.

O superintendente da Fadex, Prof. Dr. Lívio Nunes, destacou que não é só no campo científico e econômico que o PMGCA se destaca: existe um grande estímulo para a formação de recursos humanos. “O programa se destaca também pelas grandes possibilidades de inserção dos estudantes de graduação e pós-graduação no projeto. Isso contribui para a formação de especialistas”, ressaltou o superintendente.
Lívio Nunes acrescentou que a Ridesa é um modelo de sucesso de Parceria Público-Privada (PPP), a parceria é entre mais de 300 empresas produtoras de açúcar, etanol e energia e universidades federais. “O Governo do Piauí é um grande incentivador das PPPs. A parceria Fadex, UFPI, Ridesa e Comvap pode ser o início de uma grande parceria no sentido de não só promover o melhoramento da cana-de-açúcar como também de atrair mais investidores e recursos financeiros para o estado”, frisou o superintendente da Fadex que, ao lado da Superintendente de Parcerias e Concessões do Governo do Piauí (Suparc), está discutindo como melhor atuar junto as PPP no estado.

 

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