05/maio/2016

Gestora do LIB recebe título de cidadã piauiense

A professora doutora Semiramis Jamil Hadad do Monte recebeu, em sessão solene na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), nesta terça-feira (03), o título de cidadã piauiense, atendendo requerimento da deputada estadual Flora Izabel. Natural do estado de Minas Gerais, a docente recebeu o título de cidadã piauiense em reconhecimento pelo trabalho de excelência que vem realizando ao longo de anos como professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e gestora do Laboratório de Imonogenética e Biologia Molecular (LIB).

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Em seu discurso, Semiramis Monte explicou que, juntamente com outros profissionais da área médica, realizou o sonho de implantar na UFPI um centro de excelência em biologia nuclear, o que permitiu avanços nas pesquisas de transplante de medula óssea. A mais nova cidadã piauiense frisou que esse trabalho possibilitou a formação de um cadastro de 50 mil potenciais doadores no Piauí, dando esperança a centenas de pessoas que necessitam de um transplante de medula óssea.

O título é uma honraria e equipara a pessoa homenageada à uma adoção oficial, tornando-a também filha do Piauí. De acordo com a deputada Flora Izabel, a médica realiza um trabalho acadêmico e social de grande importância para o Piauí e para o mundo. “Em 1999, Semiramis implantou no Piauí o primeiro laboratório para dar suporte aos transplantes de órgãos da região, permitindo iniciar o programa com doador falecido”, afirmou ela.

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O LIB é um dos mais modernos do país e um dos dois únicos existentes no Nordeste com equipamentos de última geração capazes de realizar sequenciamento genético e testes de histocompatibilidade por técnicas moleculares, fundamentais para a realização de transplantes de rins e medula óssea. A Fundação Cultural e de Fomento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fadex) é parceira na gestão dos recursos do LIB.

A professora Semiramis Monte realiza um trabalho que apoia o diagnóstico de forma precoce de várias doenças, como dengue, calazar e tuberculose, e que permite o tratamento e acompanhamento de doenças genéticas raras, dando acessibilidade às pessoas desassistidas e residentes em locais distantes de Teresina.

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